Seguirei a estrada
do vento que soprar mais rasgante.
Por hoje sou a débil criança.
E vou de trabalhos
em rotos lugares,
pisados.
Para, à noite, ouvir
- nas flautas fumegantes -
os acordes das estrofes
de meus versos.
Seguirei a estrada
por onde pesar meus ombros
e – cansado – deitarei sobre a grama
fazendo de verde meu repouso.
E entre os galhos de árvore
olvidar-me pelas estrelas.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Livros de Brinquedo
Meus livros estão improvisados
guardados em um armário de portas fechadas.
Tristes estão, por estarem se escondendo,
queriam mesmo é se exibir.
Se Baudelaire diz que a alma do vinho
prefere descer a goela do trabalhador
a ficar parada na adega,
Os livros preferem se espalhar
pelos quartos, salas e outros lugares
a ficarem em prateleiras se empoeirando.
E se começo a ler mais de um livro ao mesmo tempo
e me perco com isso
É porque quero que todos os livros se alegrem
de serem lidos e tirados da prateleira.
Sinceramente acho que os livros se parecem mais com brinquedos
do que com a alma do vinho.
Livros estão mais para Toy Story do que para Baudelaire.
guardados em um armário de portas fechadas.
Tristes estão, por estarem se escondendo,
queriam mesmo é se exibir.
Se Baudelaire diz que a alma do vinho
prefere descer a goela do trabalhador
a ficar parada na adega,
Os livros preferem se espalhar
pelos quartos, salas e outros lugares
a ficarem em prateleiras se empoeirando.
E se começo a ler mais de um livro ao mesmo tempo
e me perco com isso
É porque quero que todos os livros se alegrem
de serem lidos e tirados da prateleira.
Sinceramente acho que os livros se parecem mais com brinquedos
do que com a alma do vinho.
Livros estão mais para Toy Story do que para Baudelaire.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Haiti
Caminha por entre os escombros.
Pisa sobre os cacos de vidro deixados no chão
pelo mundo.
Nem de longe vê a beleza,
Apenas um pássaro que voa torto
fugindo do fim.
Foi num dia como esse
Que Zeus mostrou sua forma divina
À Sêmele.
Pisa sobre os cacos de vidro deixados no chão
pelo mundo.
Nem de longe vê a beleza,
Apenas um pássaro que voa torto
fugindo do fim.
Foi num dia como esse
Que Zeus mostrou sua forma divina
À Sêmele.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Tempo Oxidado
O tempo que oxida e corrói
Faz da madeira podre, do metal enferrujado.
A cicatriz da ferida que não dói,
ou faz sentir o membro amputado.
Nos põe rugas por toda parte
Desgasta tudo o que sopra a sua frente.
Desbota a cor do estandarte.
Mas é da antiga madeira
Que se faz a nostalgia da janela.
A cicatriz do passado no presente
cravada num pedaço de aroeira.
Faz da madeira podre, do metal enferrujado.
A cicatriz da ferida que não dói,
ou faz sentir o membro amputado.
Nos põe rugas por toda parte
Desgasta tudo o que sopra a sua frente.
Desbota a cor do estandarte.
Mas é da antiga madeira
Que se faz a nostalgia da janela.
A cicatriz do passado no presente
cravada num pedaço de aroeira.
Assinar:
Postagens (Atom)