Este texto foi feito para estudar frânces (as exceções no passé composé)
então fiz essa músiquinha sobre meu Amigo Jesus
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Jesus e seus 14 verbos
“A meio caminhar de minha vida
fui me encontrar numa selva escura
estava a reta minha via perdida.” Dante -Inferno
Como contou a bíblia:
No princípio era o verbo
Mas depois vieram 14 verbos em exceção
e Jesus desceu e me disse então:
Jesus veio nu
Je suis venu
E passando pela espanha
Jesus tirou a camisa vermelha e mostrou a banha
Vinha um touro e jesus gritou: Allé
Je suis Allé
Salvo do perigo, convidei Jesus para ir a minha casa
Estava aqui eu, no reino de Deus
Entre disse para o senhor
E ele me respondeu com honor:
Je suis entré
Saindo de casa meus olhos se encheram de lágrima
Pois no meio do caminho havia uma pedra
E jesus caiu:
Je suis tombé.
Mas Jesus é forte
Não se machucou, era seu dia de sorte
Je suis sorti
“Preste atenção no que falo!”
Disse o detentor de toda fé.
Continuamos a jornada eu a pé
E ele montado no cavalo
Je suis monté
Tive que parar na metade e ver
Jesus pro inferno descer
Je suis descendu
Com medo vi jesus partir
Je suis parti
De onde estava, ainda vi jesus morrer
Sem acreditar vi seu corpo arder:
Je suis morti.
Naquele lugar quente como o sol
Cinzas somente restou
Je suis resté
Mas como a fênix
Da cinzas vi Jesus voltar
Je suis returné.
E eu perguntando como ele fez isso
Ele me respondeu
Eu sou Jesus né?
Je suis né.
E soube que ele voltou apenas para falar
O único verbo que aqui não consegui colocar:
Je suis passé par.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O suicídio de uma puta
Um samba tocando no rádio,
um livro na mesa...
Sérgio Sampaio
rasgando a tristeza.
na banda o poeta tocava flauta
em suas próprias vértebras
na dança - que balança o balaço -
uma puta em seu regaço.
Ele deixou o livro
Ela ao menos sabe ler,
nem brincar...
Apenas botar pra gemer.
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A FLAUTA VÉRTEBRA
A todos vocês,
que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.
Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me o ponto final de um balaço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus.
Memória!
Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minhas próprias vértebras.
(Maiakovski)
um livro na mesa...
Sérgio Sampaio
rasgando a tristeza.
na banda o poeta tocava flauta
em suas próprias vértebras
na dança - que balança o balaço -
uma puta em seu regaço.
Ele deixou o livro
Ela ao menos sabe ler,
nem brincar...
Apenas botar pra gemer.
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A FLAUTA VÉRTEBRA
A todos vocês,
que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.
Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me o ponto final de um balaço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus.
Memória!
Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minhas próprias vértebras.
(Maiakovski)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Clara
Meu corpo de bruta pedra enleia o teu
de ebúrnea textura.
És assim: inerte, Clara e pura
Como o amor enteu*.
Minha mão que se perde na tua pele
E escorrega e desliza, como no gelo dança
a água, que derrete e impele
o gelo para uma epopeica andança.
Entrelaçam as almas dos amados,
assim como os pés. Os corpos nus abraçados
e os espíritos em torpor
sentem o vento soprar a ventura.
Consolidam – debaixo da manta de lã -
os versos de Rimbaud:
“No verão às quatro da manhã
O sono do amor ainda dura”.
*inspirado por Deus
de ebúrnea textura.
És assim: inerte, Clara e pura
Como o amor enteu*.
Minha mão que se perde na tua pele
E escorrega e desliza, como no gelo dança
a água, que derrete e impele
o gelo para uma epopeica andança.
Entrelaçam as almas dos amados,
assim como os pés. Os corpos nus abraçados
e os espíritos em torpor
sentem o vento soprar a ventura.
Consolidam – debaixo da manta de lã -
os versos de Rimbaud:
“No verão às quatro da manhã
O sono do amor ainda dura”.
*inspirado por Deus
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
canção de outono
Longos soluços
dos violões
d'um outono
Ferem meu peito
num langor feito
calma e sono.
Me sufocando
pálido, quando
soa a hora
me vem à mente
tempo vivente.
A alma chora.
Violento,
vou como vento.
Me Transporta
pra cá, pra lá
feito assim vá
Folha morta.
(Paul Verlaine, minha tradução)
dos violões
d'um outono
Ferem meu peito
num langor feito
calma e sono.
Me sufocando
pálido, quando
soa a hora
me vem à mente
tempo vivente.
A alma chora.
Violento,
vou como vento.
Me Transporta
pra cá, pra lá
feito assim vá
Folha morta.
(Paul Verlaine, minha tradução)
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